Portugueses mais otimistas com economia nacional

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Agência Lusa

Portugueses mais otimistas com economia nacional

today 02 de agosto de 2017

Quase metade dos cidadãos europeus considera que a situação económica atual do seu país é boa, tendo os portugueses registado um dos aumentos mais significativos neste indicador com um terço dos cidadãos a manifestar esta opinião.

O último inquérito 'Eurobarómetro Standard' hoje publicado dá conta de "sentimentos mais positivos" em relação à situação económica e um "forte apoio ao euro", com quase metade dos cidadãos europeus a considerar que "o estado atual da economia do seu país é 'bom' (46%, mais cinco pontos percentuais desde o outono de 2016)".

Portugal é o segundo país em que este indicador mais cresceu, apenas ultrapassado pela Finlândia: 33% dos portugueses entendem que a situação económica em Portugal é boa, um aumento de 18 pontos, e 59% dos finlandeses pensa que o estado atual da sua economia também é bom, mais 19 pontos do que no inquérito anterior.

O barómetro indica que, apesar de persistirem "grandes diferenças entre os Estados-Membros" relativamente a esta matéria, "as avaliações positivas do estado da economia a nível nacional estão a ganhar terreno em 22 Estados-Membros.

Além da Finlândia e de Portugal, que registaram os aumentos mais significativos, também na Bélgica (60%, mais 11 pontos) e na Hungria (41%, mais 11 pontos) houve melhorias relevantes.

Considerando apenas os países da área do euro, cerca de três quartos dos inquiridos apoiam a moeda única (73%, mais 3 pontos), "o resultado mais elevado" desde o outono de 2004, sendo que há seis países em que este indicador é de 80% ou mais: a Eslováquia, a Alemanha, a Estónia, a Irlanda, a Eslovénia e o Luxemburgo.

A confiança dos europeus na União Europeia está a aumentar e a maioria dos europeus (56%) está otimista quanto ao futuro, mais seis pontos do que no outono do ano passado.

Esta melhoria foi mais acentuada entre franceses (mais 14 pontos para os 55%), os dinamarqueses (mais 13 pontos para os 70%) e os portugueses (mais 10 pontos para os 64%).

No mesmo sentido, os níveis de confiança nos parlamentos nacionais e nos governos "também aumentaram para 36% e 37%, respetivamente, mas continuam a ser inferiores aos níveis de confiança na UE".

Outro indicador que melhorou foi o sentimento de cidadania europeia: 68% dos cidadãos europeus sentem que são cidadãos da UE, "o nível mais elevado jamais alcançado".

Pela primeira vez, o "terrorismo está agora no topo dos problemas referidos pelos cidadãos" quando se fala dos desafios que a UE enfrenta atualmente, com 44% dos cidadãos a apontar esta questão, mais 12 pontos percentuais desde o outono de 2016.

Em 21 Estados-Membros da UE, o terrorismo foi referido como "a preocupação número um na UE", sendo que no inquérito anterior apenas um país referiu o terrorismo como maior desafio europeu.

"Com exceção de Portugal e da Suécia", o terrorismo e a imigração são referidos como os principais desafios em todos os países da UE.

A imigração, "que tem sido uma preocupação fundamental desde a primavera de 2015", é agora o segundo desafio mais frequentemente referido (38%, -7 pontos), aparecendo "claramente à frente da situação económica (18%, -2), do estado das finanças públicas dos Estados-Membros (17%, -1), e do desemprego (15%, -2)".

A nível interno: 29% dos portugueses referem o desemprego como principal preocupação e 22% referem a imigração, "embora ambas estejam a diminuir", 20% indicou a saúde e a segurança social e 19% o terrorismo, "cujo aumento é visível" entre os portugueses (mais cinco pontos do que no barómetro anterior).

A situação económica, "que era a principal preocupação a nível nacional no outono de 2011", vem atualmente em quinto lugar (16%, -3).

O Eurobarómetro avaliou, pela primeira vez, a imagem da União Europeia em onze países terceiros, os quais representam 49% da população mundial e 61% do PIB mundial, e, nos três países mais populosos (China, Índia, EUA) em que se realizou o inquérito, "pelo menos três quartos dos inquiridos têm uma opinião positiva sobre a UE".

Na maior parte dos países abrangidos pelo inquérito, a opinião sobre a UE é positiva: 94% no Brasil, 84% na China, 83% na Índia, 76% no Japão, 79% no Canadá, 75% nos EUA, 67% na Austrália e 54% na Turquia.

O Eurobarómetro baseia-se em entrevistas individuais realizadas entre 20 e 30 de maio, num total de 33.180 pessoas nos países da UE nos países candidatos.

Já o inquérito para aferir a imagem dos países terceiros sobre a Europa foi feito com base em entrevistas telefónicas realizadas entre 20 e 25 de fevereiro num total de 11.035 pessoas em 11 países extra-UE.

 

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