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Redação / Agência Lusa

Telescópio Hubble 'descobre' galáxia intacta desde o início do universo

today 13 de março de 2018

Os investigadores do Instituto de Astrofísica das Canárias (IAC) confirmaram hoje a primeira descoberta de uma "galáxia relíquia”, que está intacta desde o início do universo, segundo imagens do telescópio espacial Hubble.

Os resultados da investigação foram publicados hoje na revista "Nature" e o IAC explicou que apenas uma de cada mil galáxias maciças é uma relíquia do universo primitivo e conserva intactas as propriedades que tinha quando se formou há milhões de anos.

Quando esta galáxia foi encontrada, os investigadores pediram para a observar através do telescópio Hubble, de forma a ser possível analisar os aglomerados globulares que a rodeiam e assim confirmar os dados que já tinham.

Os aglomerados globulares são agrupamentos de estrelas que flutuam em redor das galáxias e se formaram junto destas durante o seu nascimento.

Há dois tipos de populações de aglomerados globulares: os vermelhos, que nascem com as galáxias maciças, e se encontram perto do seu centro, apresentando um alto conteúdo de elementos mais pesados que o hélio; e os azuis, com uma menor percentagem de metal e que estão à volta das galáxias maciças, como resultado de terem absorvido outras galáxias menores.

Os resultados da investigação publicados mostram que a galáxia NGC 1277 só possui os aglomerados globulares vermelhos que se formaram com ela na mesma altura do seu nascimento e, desde então, se tem mantido inalterada.

A galáxia NGC 1277 fica na área central do Aglomerado de Perseu, a maior concentração de galáxias próximas da Via Láctea e arredores.

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