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Agência Lusa

Sporting: Mesa da Assembleia-Geral pede investigação à ata divulgada pela direção

today 26 de maio de 2018

A Mesa da Assembleia Geral (MAG) do Sporting pediu hoje à Procuradoria Geral da República para investigar a divulgação da ata da reunião dos órgãos sociais, considerando que o documento está cheio de falsidades. 

"Para além de ilegal, nos termos gerais de Direito, a divulgação pública do documento em causa preenche também, objetiva e subjetivamente, uma prática criminosa que não pode deixar de merecer a respetiva censura e resposta, pelo que, na defesa dos interesses do Sporting Clube de Portugal (...), considera-se que se impõe sobre a Procuradoria-Geral da República uma investigação sob a situação da designada 'ata', tendo também sobretudo em conta que a sua divulgação pública constitui prática dolosa e enganosa", lê-se num comunicado.

No mesmo documento, a MAG considera que a ata foi "ardilosamente construída" e que tem um teor "manipulado, truncado e incompleto, contendo um conjunto vasto de falsidades, de intervenções parcialmente transcritas e outras totalmente descontextualizadas".  

Na sexta-feira, o porta-voz da direção do Sporting, Fernando Correia, disse que a ata ia ser enviada aos sócios do clube, tendo sido hoje divulgados alguns excertos em vários órgãos de comunicação social.

O presidente demissionário da Mesa da Assembleia Geral do Sporting, Jaime Marta Soares, disse na quinta-feira que ficou agendada para 23 de junho uma Assembleia-Geral de destituição dos órgãos sociais do clube.

A crise que se vive no Sporting iniciou-se no dia 15 de maio, quando cerca de 40 alegados adeptos encapuzados invadiram a Academia do Sporting, em Alcochete, e agrediram alguns jogadores e elementos da equipa técnica.

A GNR deteve 23 dos atacantes, que ficaram em prisão preventiva depois de terem sido ouvidos no tribunal de instrução criminal do Barreiro.

Paralelamente, no âmbito de uma investigação do Ministério Público sobre alegados atos de tentativa de viciação de resultados em jogos de andebol e futebol, tendo como objetivo o favorecimento do Sporting, foram constituídos sete arguidos, incluindo o 'team manager' do clube, André Geraldes.

Na sequência destes acontecimentos, os elementos da Mesa da Assembleia Geral, a maioria dos membros do Conselho Fiscal e parte da direção apresentaram a sua demissão, defendendo que Bruno de Carvalho não tinha condições para permanecer no cargo.

De seguida realizaram-se duas reuniões entre a Mesa e membros do Conselho Fiscal com o Conselho Diretivo, que culminaram com a decisão anunciada na quinta-feira por Jaime Marta Soares.
 

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