EPA/PAULO NOVAIS

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Gonçalo Teles

Portugal vence Marrocos com Ronaldo, Patrício e quase nada pelo meio

today 20 de junho de 2018

Coloque Ronaldo em jogo e dê-lhe 4 minutos para se ambientar ao campo e crescer... pouco depois, está pronto a marcar. O couscous, prato típico de Marrocos, leva o mesmo tempo a ficar pronto a comer. Ainda havia quem estivesse a tentar encontrar lugar em algumas praças portuguesas e já Ronaldo reforçava o estatuto de melhor marcador da competição, ao cabecear para a baliza uma bola cruzada por João Moutinho. 

Já lá vão quatro golos do capitão português, que continua a devorar o Mundial e a bater recordes: marcou hoje o golo 85 pela seleção portuguesa e ultrapassou Puskás como melhor marcador de sempre de seleções europeias.

Apesar do golo madrugador, Portugal parece ter dormido uma sesta para digerir a iguaria marroquina, tal foi a falta de atitude e, sobretudo, de esclarecimento portuguesa. Marrocos atacou sempre mais e até melhor, principalmente pelos pés de Ziyach e Amrabat.

Os ataques de Marrocos não foram apenas à baliza portuguesa, tanto que houve pernas e até barrigas de portugueses a sofrer bastante às mãos marroquinas... Raphaël Guerreiro que o diga, ele que ficou com 3 ou 4 dedos marcados na barriga, depois das unhas de Amrabat por lá passarem.

Curiosamente, e apesar do jogo muito duro a que se assistia, houve apenas um cartão amarelo: para o capitão marroquino Benatia, o autor do polémico penalti aos 90+3' minutos do Real Madrid-Juventus desta época.

Daqui ao intervalo foi mais do mesmo: Portugal a descansar, Marrocos a pressionar e o povo a (provavelmente) almoçar. 

Para a segunda parte veio tudo igual, até o próprio jogo. Marrocos entrou melhor e atacou de todas as formas possíveis a equipa portuguesa. Passes curtos, passes longos, livres e cruzamentos, houve tempo e espaço para a equipa marroquina ensaiar o que quis. Tanto que, se alguém se destacou nesta segunda parte, foi Rui Patrício.

O guardião português ainda teve que se aplicar para defender um cabeceamento de Belhanda, numa das melhores oportunidades para a seleção do norte de África. Tirando isso, Patrício foi recolhendo livres e cruzamentos sortidos, num jogo que foi apenas e só insípido, como um prato de couscous sem sal e sem acompanhamento.

Se Fernando Santos deu um 6 - numa escala de 0 a 10 - à exibição da seleção frente a Espanha, hoje aceita-se uma nota bastante abaixo disso.
Mas pior que nós fica Marrocos, que está fora do Mundial.
 

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