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Redação

Parlamento aprova voto de pesar pela morte de Ricardo Camacho

today 06 de julho de 2018

O parlamento aprovou, ao início da tarde, por unanimidade, um voto de pesar pela morte de Ricardo Camacho, músico da Sétima Legião e investigador.

O voto de pesar foi proposto pela PSD, que destaca a vida do madeirense Ricardo Camacho, não só na área da música mas também a carreira na medicina e o trabalho que desenvolveu nos testes de resistência ao HIV.
No final da votação, os deputados fizeram um minuto de silêncio.

O investigador português Ricardo Camacho, músico da Sétima Legião, morreu na quarta-feira, na Bélgica, onde vivia e trabalhava, na área da investigação científica, no Rega Institute for Medical Research, em Leuven.

Nascido na Madeira, em 1954, especialista em virologia clínica, Ricardo Camacho era para muitos o teclista da Sétima Legião, grupo formado na década de 1980, e da qual fez parte praticamente desde o início.

Como músico, a entrada na Sétima Legião deu-se através da produção. Ricardo Camacho integrava a Fundação Atlântica, fundada por nomes como Pedro Ayres Magalhães e Miguel Esteves Cardoso, e produziu para artistas como Anamar, Né Ladeiras, Ban, Xutos & Pontapés ou Manuela Moura Guedes, que deu voz às canções "Foram cardos foram prosas" e "Flor sonhada", por ele compostas.

Na investigação médica, Ricardo Camacho foi diretor do Laboratório de Virologia do Hospital Egas Moniz e fez investigação no Centro de Malária e outras Doenças Tropicais.

 Foi consultor da Comissão Nacional de Luta contra a SIDA, tendo participado ainda em vários estudos internacionais sobre esta doença, na qual se especializou.

Foi ainda professor na Escola Superior de Ciências da Saúde e na Faculdade de Ciências Médicas, ambas em Lisboa, e na Universidade Católica no Porto.

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