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Agência Lusa

À espera de contas certas, negociações com professores seguem "dentro de momentos"

today 12 de julho de 2018

Governo e sindicatos de professores vão analisar os custos reais da recuperação do tempo de serviço congelado, criando para o efeito uma comissão técnica cuja primeira reunião decorre na próxima semana, remetendo a continuidade das negociações para setembro.  

Esta foi a principal novidade saída de uma reunião, durante a tarde de ontem, entre sindicatos de professores e Governo, com toda a equipa do Ministério da Educação e dois secretários de Estado das Finanças para discutir a recuperação do tempo de serviço congelado na carreira docente, a primeira do reatar de negociações.  

"O Governo veio dizer que finalmente aceita que se crie uma comissão técnica para apurar quanto custa afinal o descongelamento", disse Mário Nogueira, num palanque montado frente ao Ministério da Educação (ME), perante cerca de um milhar de professores que ali se manifestou enquanto decorria a reunião.

Mário Nogueira insistiu que os sindicatos não aceitam negociar outros termos que não a recuperação integral dos nove anos, quatro meses e dois dias, e que apesar de, pela primeira vez, o Governo não ter excluído a hipótese de contabilizar todo esse tempo, o que deu "alguma utilidade" à reunião de hoje, também não concordou com a reivindicação sindical que as negociações devem dizer apenas respeito ao prazo e ao modo de recuperação desse tempo.

"Nós não estaremos na mesa negocial para discutir o tempo", avisou.

No entanto, questionado duas vezes de forma direta pelos jornalistas no final da reunião de hoje, às perguntas sobre se o Governo admitia já contabilizar todo o tempo, o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues respondeu taxativamente "não" e disse que apenas afirmava que o Governo estava disponível para, com base nos números que a comissão técnica vier a apresentar, "fazer caminho".
 

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