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MÚSICA / CONCERTOS / FESTIVAIS

Partilhamos aqui algumas das sugestões culturais que falamos na emissão.

FESTIVAL A ESTRADA 2022 – Entre a Serra de São Francisco e o mar da Costa de Santo André.

Depois da muito bem-sucedida primeira edição, que valeu ao Festival A Estrada o prémio de “Best New Festival – National Winner” nos Iberian Festival Awards, este ano a segunda edição realiza-se de 9 a 13 de Agosto, consolidando a proposta do ano passado e ambicionando chegar a novos públicos. 

O conceito original e pertinente do Festival A Estrada propõe experienciar e descobrir o território entre a Aldeia de São Francisco da Serra e a praia da Costa de Santo André, no Concelho de Santiago do Cacém, ao longo da estrada municipal 544 e suas ramificações.  Através de uma programação cultural multidisciplinar e itinerante, estruturada em vários palcos integrados na paisagem e no ambiente dos lugares que os acolhem, pondo em evidência o potencial da região associado ao turismo de natureza, à sua maravilhosa costa, ao binómio campo-praia, aos produtos da gastronomia local e à qualidade das suas gentes, das suas tradições e da sua cultura.

A razão da escolha da data do festival (como já era suposto ter acontecido o ano passado, o que não foi possível por causa da Covid), prende-se com a memória coletiva da Festa de São Romão, celebrada a 9 de Agosto, dia em que toda a popula

ção serrana se deslocava até à praia da Costa de Santo André para o banho anual de mar. Essa tradição, catalisadora de toda uma população em movimento, registada nos caminhos que atravessam a Serra de São Francisco até ao mar e no carácter do território e das suas gentes, encontra agora no Festival A Estrada a sua equivalência e descendência contemporânea. Ancorado nessa memória e nessa relação autêntica e genuína com o território, o Festival A Estrada é o evento catalisador do carácter cultural e paisagístico de toda uma região.

Em 2022, o Festival A Estrada volta a percorrer os seus quatro palcos, ao longo de cinco dias: os dois primeiros dias, 9 e 10 de Agosto, acontecem no Palco Serra, em São Francisco da Serra, o terceiro dia, 11 de Agosto, no Palco Estrada, no lugar do Farrobo, junto ao Café Pinhal Novo, o quarto dia, 12 de Agosto, no Palco Lagoa e finalmente o quinto dia, 13 de Agosto, no Palco Praia, no espaço da concessão do Beach Lounge / Lagoa ó Mar. Paralelamente, num novo palco - o Palco Floresta  - todas as manhãs o festival iniciará mais um dia com atividades especiais, aulas de Alente(y)joga (yoga do Alentejo) e a possibilidade de assistir e participar em várias atividades artísticas e musicais, como uma orquestra do momento, proposta por Junior (fundador dos Terrakota), tendo a relação corpo-natureza-som como foco.

 

Programação

Teatro do Mar volta a marcar presença no segundo dia do festival, no lugar da Antiga Corticeira de São Francisco da Serra, onde se situa o Palco Serra, desta vez com o espetáculo de circo contemporâneo e teatro físico – Mutabilia - assente numa estrutura cenográfica oscilante e mutante, ao mesmo tempo que a artista e videasta Irit Batsry, cujo trabalho foi extensamente mostrado em todo o mundo, tendo mesmo recebido o prestigioso Whitney Biennial Bucksbaum Award (2002), intervém nos armazéns da Corticeira, inaugurando o festival. O jovem Coletivo Multidisciplinar TETO apresenta uma improvisação que explora as relações plásticas e texturais entre dança e música no Palco Lagoa; já Tiago Pereira revela os resultados da 2ª residência da MPAGDP no Festival A Estrada, com o objetivo de dar continuidade ao trabalho de levantamento do património imaterial no Concelho de Santiago do Cacém. Abrem-se ainda novas rúbricas, Fado à Estrada e Provas de Vinho e Azeite Musicadas respetivamente da Herdade do Cebolal e Lagar do Parral.

De fora vêm propostas muito diferentes, como a música medieval do mestre espanhol Eduardo Paniagua e do seu ensemble, que se junta à música do Alentejo de Celina da Piedadede Ana Santos e do Cante Alentejano do Grupo Coral da Mina de São Domingos, para redescobrir o cerne e as franjas desse património comum que é a música Andalusi. Também o Flamenco marca presença, juntando as guitarras da Família Vargas, de Mérida, com a voz telúrica do alentejano Luis Trigacheiro, vencedor do “The Voice” em 2022. Desta forma celebramos o encontro de sonoridades vizinhas e profundamente enraizadas nas culturas dos povos dos dois lados da fonteira, a partir de uma residência artística com a marca do Festival A Estrada, abrindo novos caminhos e possibilidades. Da Estónia chegam os Puuluup, uma mistura de surrealismo e folclore contemporâneo tocado em “Talharpas”, instrumento de cordas ancestral e tradicional do norte da Europa, convidando à dança. Da Holanda para o Alentejo, aterra na Estrada a irreverência e emergência da banda austro-holandesa-portuguesa Bonnie Bonny & The Rocky Mountainsque se junta à festa dos amigos do festival, que já caracteriza o ambiente do Palco Estrada, aka Farrobo, aka Café Pinhal Novo. Será ali, ao princípio da noite e depois de saboreadas as maravilhosas açordas da “Luisinha” (proprietária do café - venda - ponte de encontro) que  Tiago Cação, defensor e apoiante de causas em cima da sua bicicleta, apresenta “Horizontes”, um projeto documental da sua autoria que questiona e equaciona a relação entre o incremento da atividade turística e a qualidade paisagística e natural dos Açores, filmado ao longo de uma “volta de bicicleta às Ilhas” e realizado por André Tentugal e Afonso Abreu.

O festival conta com vários artistas nascidos e/ou residentes na região: a banda Groovin’ Trainbanda do litoral alentejano nascida em 2019, que mistura no seu reportório temas originais e versões suas de temas bem conhecidos; a premiada e reconhecida acordeonista Maria Adélia Botelho, este ano em concerto intimista a acompanhar a prova de vinhos da Herdade do Cebolal que, para além de uma longa carreira a solo formou toda uma nova geração de talentosos instrumentistas, alguns deles com carreira nacional e internacional; a cantora Cabo Verdiana Dúnia Lobo que escolheu esta região para viver e que traz a sua voz quente e afetuosa, característica das ilhas Cabo Verdianas, para nos embalar em mornas e batukos ao final do dia; e finalmente a  jovem artista Madalena Ventura, apresenta a curta “Tempo”, filmada no território onde agora vem apresentar esta que é uma sua primeira obra. Uma ode poética à vida, as relações geracionais e à passagem do tempo no Alentejo litoral.

O artista nascido na região em destaque este ano é o mestre da guitarra portuguesa António Parreira no primeiro concerto com os seus dois filhos, Paulo e Ricardo Parreira, na terra que o viu nascer e crescer para a música – São Francisco da Serra.

António Parreira, Paulo Parreira e Ricardo Parreira são três guitarristas e compositores exímios, oriundos da Aldeia de São Francisco da Serra, onde nasceu o patriarca António Parreira, que acompanhou praticamente todos os grandes nomes do fado: Alfredo Marceneiro, Amália Rodrigues, Tristão da Silva, António Mourão, Fernando Farinha, Carlos do Carmo, Rodrigo, entre muitos outros. Com uma carreira internacional notável, quer como acompanhante quer como instrumentista a solo, Mestre Parreira é uma referência na escola do Museu do Fado em Lisboa e para todos os que aprenderam a tocar com ele.

Nos dois últimos dias do festival, a música improvisada, a música experimental, a música de dança e a música emergente assumem o protagonismo.

Vitor Rua é um nome incontornável da música portuguesa, como guitarrista e compositor, tendo tocado um pouco por todo o mundo, quer a solo quer com o duo Telectu. Uma vida dedicada à música rock, concreta, electrónica, acusmática e improvisada, desde os anos 70, tendo feito parte do grupo King Fischers Band e tendo sido um dos fundadores da banda GNR. Xoices, produtor e DJ, membro do colectivo Fazuma, foi responsável pelo programa 'Música Quebrada' na Antena 3 e Antena 3 Dance entre 2010 e 2016. Com vários temas editados (incluindo vinil), ganhou diversos concursos com remisturas suas. Os seus temas são tocados pelos principais DJs e colectivos portugueses, com quem tem partilhado palcos e cabines. Remisturou: Batida, Kumpania Algazarra, MatoZoo, Kussondulola, Mind Da Gap, Cacique '97, Blasted Mechanism, The Ratazanas, Cartell 70, SUPA, Freddy Locks, Mundo Secreto, Linha da Frente. META, aka Mariana Bragada, jovem música cujas sonoridades misturam ancestralidade e contemporaneidade é um valor adquirido na nova geração da música portuguesa. A sua participação no tema “La Tormenta” de Xinobi é a clara demonstração de toda a sua qualidade e versatilidade musical. Xinobi vem ao Festival A Estrada montar a pista e mostrar como a música de dança pode ser um espaço de consciencialização social. Juntamente com os seus amigos e parceiros Moullinex e Mr. Mitsuhirato, o produtor e DJ português é um dos fundadores da recente e já mítica editora Discotexas. Tempura é Bernardo D’Addario, músico, Dj, produtor e compositor luso-brasileiro. Hoje as suas linhas de baixo fazem parte de inúmeros temas de artistas portugueses, nomeadamente Lhast, Dillaz, Profjam, Valas, Wet Bed Gang e Richie Campbell. Para além do Set que abre o Palco Praia, forma atualmente com Edgar Pereira Valente o duo Bandua. Bandua, é o projeto da dupla Bernardo D’Addario (aka Tempura) e Edgar Valente. “Através da recriação de canções tradicionais da Beira Baixa, a dupla Bandua cria uma música profundamente livre e contemporânea, interrogando noções de território, espiritualidade e comunidade. Percebe-se que existem ideias próprias em abundância, um vocabulário imaginativo que as traduz e muito talento para as expressar, numa reinterpretação revigorante e aventureira de canções tradicionais.” Vítor Belanciano, Ípsilon. Venga Venga começaram por dar nas vistas em 2013, emergindo então na fervilhante cena cultural de São Paulo, criando festas-acontecimentos onde a arte, a música e a performance se conjugavam, para de seguida alargarem o seu raio de acção para a Europa. No Festival A Estrada, a partir do Palco Praia, iremos dançar com eles na areia, através de uma viagem sonora por ritmos de todos os continentes, uns mais conhecidos, outros mais inusitados e excêntricos. Vitor Belanciano encerrou o festival o ano passado e é o que vem fazer de novo este ano, o que já configura um princípio de tradição. Foi por vezes e outras vai sendo, cientista social, actor, DJ, jornalista, crítico de música, cronista, professor, contador de histórias, e está no PÚBLICO há mais de dez anos.

FESTIVAL VERÃO CLÁSSICO (FESTIVAL/MÚSICA)
O FESTIVAL VERÃO CLÁSSICO 2022 apresentará concertos diários, entre 3 e 13 de agosto, no antigo Picadeiro Real do Museu Nacional dos Coches, em Lisboa, incluindo grandes obras do repertório musical dos séculos XVIII ao XXI: 4 Concertos MasterFest, com a participação de grandes músicos com a presença dos músicos/professores, referências internacionais dos seus instrumentos, assim como 6 concertos TalentFest, em que se apresentarão jovens músicos participantes nas Masterclasses VERÃO CLÁSSICO, já laureados nacional e/ou internacionalmente.
O evento deste ano contará com a presença de músicos de reputação mundial como os pianistas Konstantin Lifschitz e Milana Chernyavska, os violinistas Pavel Vernikov, Svetlana Makarova, Stephan Picard e Philippe Graffin, os violetistas Miguel da Silva e Lars Anders Tomter, os violoncelistas Gary Hoffman e Thomas Carroll, o contrabaixista Gunars Upatnieks, a flautista Silvia Careddu, o clarinetista Pascal Moraguès, a cantora Anna Samuil e o pianista Filipe Pinto-Ribeiro, diretor artístico do Festival.

OPERAFEST 22 LISBOA (MÚSICA/AR LIVRE)
O Operafest está de volta em 2022, na sua 3ª edição  sob o tema do destino em vertigem, com ópera vibrante para todos os públicos!
UM BAILE DE MÁSCARAS Giuseppe Verdi | 19, 20, 22, 24 e 26 AGO, 21h00
NOITE AMERICANA: LABIRINTO Menotti & UMA PARTIDA DE BRIDGE Barber | 27 e 28 AGO, 21h00
JEREMIAS FISHER Isabelle Aboulker (ópera para crianças) | 1, 2 e 3 SET, 21h00
OPERA EXPRESS PARA NOVOS ENCENADORES + MINOTAURO João Ricardo | 6 SET, 21h00
O HOMEM DOS SONHOS António Chagas Rosa +  RAVE OPERÁTICA | 10 SET, 21h00 e 23h
De 19 de agosto a 20 de setembro no Jardim do Museu Nacional de Arte Antiga em Lisboa.

TÉRCIO BORGES & DEMOCRATAS DO SAMBA - MÚSICA
Tércio Borges e os Democratas do Samba reúnem-se  todos os sábados, no Bartô.
A Fábrica do Samba está sob a batuta do cantor, compositor e cavaquinista brasileiro Tércio Borges, considerado o “Embaixador do Samba em Portugal”, país onde vive há 20 anos. Fundou o Democratas do Samba há uma década, e no decorrer deste tempo o grupo fez longas temporadas no Teatro do Bairro e no Espaço TMN em Lisboa.
Tércio Borges & Democratas do Samba é a evolução natural das rodas de samba de fundos de quintal, dos pagodes domingueiros, de uma saudável amizade musical. 
O alinhamento destes concertos inclui clássicos do samba como As rosas não falam, de Cartola; Argumento, de Paulinho da Viola; Deixa a vida me levar, de Zeca Pagodinho; A batucada dos nossos tantans, do grupo Fundo de Quintal e Acreditar, de Dona Ivone Lara, entre outros êxitos.
Até 17 dezembro 2022 – Chapitô - Lisboa  

Sugestões Culturais

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