TEATRO / DANÇA

TEATRO / DANÇA

ESPETÁCULO: NAPOLEÃO – OU O COMPLEXO DE ÉPICO
Na procura de entender o homem que foi Napoleão e o fenómeno em torno de si criado, debatemo-nos entre o fascínio e o repúdio.
Napoleão é uma figura carismática e controversa. Lança-nos questões ligadas ao poder, políticas e sociais, tão pertinentes hoje como hà três séculos atrás.
A sua ambição pessoal, audácia e determinação levaram-no longe, expandindo territórios, apropriando-se dos ideais da Revolução Francesa. Mais tarde, reaproxima-se de valores aristocráticos que antes repudiara, centraliza em si o poder e auto proclama-se Imperador. A sua força de vontade era única. A sua queda foi proporcional à sua ascensã.
Uma vida romanesca, que reúne todos os ingredientes para uma boa história. Caberá ao público julgar ou celebrar a figura histórica, o homem que foi Napoleão.
Para ver no Chapitô até 7 de março.

TEATRO - RICARDO III
Sendo uma das primeiras obras do dramaturgo quinhentista, esta História coloca à nossa frente um herói que desperta em nós, em simultâneo, fascínio e horror, num texto francamente atual e pleno de vitalidade sobre a ambição e os jogos de poder. Ricardo vai mudar o curso da História. Ele, que não nasceu para ser rei, fixou os olhos na coroa e deseja-a ardentemente, da mesma forma que por trás da sua mente criminosa, há um perverso desejo de ser amado.
Ricardo III, conta-nos a maquiavélica ascensão ao poder, repleta de mentiras, manipulação e violência, daquele que é considerado o mais sangrento e terrível dos vilões.
Marco Medeiros dirige o elenco encabeçado por Diogo Infante.
Pode ver a peça "Ricardo III" em cena no Teatro da Trindade até 31 de janeiro de 2021.

TEATRO - MONÓLOGOS DA VAGINA
Os monólogos da vagina são comp
ostos por vários pequenos textos. Cada um deles lida com a experiência feminina, abordando assuntos como sexo, prostituição, imagem corporal, amor, estupro, menstruação, mutilação genital feminina, masturbação, nascimento, orgasmo, os vários nomes comuns para a vagina ou simplesmente como uma parte física do corpo feminino. Um tema recorrente em toda a peça é a vagina como uma ferramenta de capacitação feminina e a personificação máxima da individualidade.
Em cena no Teatro Armando Cortez até 27 de janeiro de 2021.

TEATRO - CARTA
A inocência da tentativa. A maravilha do erro.
Em Carta, Mónica Calle continua a levantar as questões: como é que se continua? Como resistimos e como nos superamos, individual e Coletivamente? E como, nesse processo, é possível resgatar a alegria, o prazer?
Partindo de uma sinfonia, tocada ao vivo, volta a desafiar intérpretes a refletirem consigo sobre estas e outras questões. Um lugar de questionamento que surge do corpo, das suas limitações e capacidades, ou não, de superação. A inocência da tentativa. A maravilha do erro, da falha. O rigor. A transcendência. O espanto. Religação.
Este novo espetáculo, Carta, insere-se num processo de pesquisa que tem acompanhado Mónica Calle nos últimos 7 anos, intitulado Ensaio para uma cartografia, onde tem vindo a trabalhar o olhar do teatro, a música e a dança clássica. Neste novo trabalho, cujo título está relacionado com a palavra cartografia (charta em latim), soma-se agora um grupo de 12 músicas profissionais que juntamente com o elenco de atrizes voltarão a essa pergunta inicial: como se continua e como se recomeça? Pergunta que ganha contornos novos perante as circunstâncias que todos vivemos atualmente. Trabalho artístico como um lugar de resistência e de Humanidade.
Para ver de 14 a 24 de janeiro no Teatro Dona Maria II.

TEATRO - NOITE DE PRIMAVERA
Noite de Primavera, a segunda noite da Tetralogia das Estações do dramaturgo e encenador Luís Mestre, mergulha-nos nos espectros de memórias, ambições e visões da juventude que assombram quatro vidas numa noite intensa deflagrada pela insónia. Quando se fala da Primavera, é inescapável a evocação do seu despertar, relembrando o texto intemporal de Frank Wedekind. Mas, nesta noite, não podíamos estar mais longe desse alvorecer. Nesse longo momento em que o tempo parece congelar, as personagens são assaltadas por emoções e palavras e é nessa assombração que, uma a uma, iremos conhecer as suas vidas, contrastando-as com os seus sonhos de juventude, cerca de vinte anos depois. A subtileza de elementos, o ritmo do texto, a precisão nas palavras, a composição visual do lugar, o fluxo desregulado subjacente como frequência em surdina concorrerão para a multiplicidade de camadas de sentido nesta peça, constituindo um texto profundo e íntimo.
Para ver no teatro Rivoli, no Porto, de 20 a 23 de janeiro.

TEATRO - A CORAGEM DA MINHA MÃE
"A coragem da minha mãe" descreve a improvável salvação da mãe de George Tabori, por ele contada, aquando da deportação de 4.000 judeus de Budapeste para Auschwitz em Julho de 1944.
Pode ver a peça no Teatro da Politécnica de 6 a 23 de Janeiro de 2021.

TEATRO: O SILÊNCIO E O MEDO
A vida de Nina Simone consistiu numa travessia de 70 anos repleta de drama, que termina numa quase total solidão, em França, em 2003. Tetraneta de um nativo americano casado com uma escrava negra africana, Nina Simone é a herdeira de uma parte da história dos Estados Unidos da América e carrega consigo quatro séculos de história colonial. Em O Silêncio e o Medo, David Geselson regressa ao D. Maria II com uma equipa composta por artistas afro-americanos e franceses, que dará vida a uma ficção inspirada na História, com letra maiúscula, que Nina Simone habita. Serão trazidas visões daqueles que a acompanharam durante a vida, bem como os seus fantasmas.
Como diferentes facetas de uma pedra que nunca pode ser abraçada num único olhar, pode dar-se que este espetáculo transcenda os medos e silêncios da História e ofereça um espaço partilhado para nos reconhecermos uns aos outros e, também, individualmente. Contar a história da vida privada de Nina Simone é uma tentativa de observar parte das cicatrizes e lutas da História, através da vida de uma só pessoa.
Para ver no Teatro NAcional Dona Maria II de 4 a 6 de março.
 

DANÇA: DANÇAR EM TEMPO DE GUERRA
Danc¸ar em Tempo de Guerra e´ um programa que reu´ne duas obras de coreo´grafos de grande refere^ncia do se´culo XX, Martha Graham e Kurt Jooss. Chronicle e A Mesa Verde, ambas criadas na de´cada de trinta do se´culo passado, refletem as inquietações dos seus autores sobre a ideia de guerra. Se Jooss trabalha a partir dos efeitos da I Guerra Mundial, Graham da´ uma resposta ao violento crescimento do fascismo na Europa e que viria a desencadear a II Guerra Mundial. 
Para ver no Teatro Camões de 4 a 7 de fevereiro.

DANÇA: NEON 80
Neon 80 traça o seu labirinto inspirada nos conceitos de cyberpunk, cyberspace, cyborgbody e video game. Enaltece o lado marginal do ser humano, o lado da sobrevivência, da oposição às regras, da possibilidade de escolha e do lugar da liberdade do indivíduo, anulando o género binário e defendendo uma prótese como um membro integrante do corpo humano. Para ver no CCB de 5 a 8 de fevereiro.

DANÇA: DIAS CONTADOS
Não há outro mundo, há apenas uma outra maneira de viver. A cidade moderna, o exército anónimo do progresso, é implacável na devastação como a sua única salvação. Grandes cidades são hoje a materialização de um projeto político que visa transformar a vida em negócio. Através de gestos, imagens e palavras, Dias contados restitui um olhar sobre as ideias de comunidade, território e pertença.
Neste espetáculo, Elizabete Francisca olha para a realidade de quem perde a sua casa, de quem é expulso. Uma crise habitacional que não é mais do que uma luta de classes. Trocam-se as cores, limpam-se os destroços, reabilita-se. Substitui-se a população, os mais pobres pelos mais ricos. O fosso social alarga-se perpetuando a tensão.
Para ver no Teatro Nacional D. Maria II de 5 a 7 de fevereiro.

DANÇA: ESCALA
Escala é uma peça que encerra o projeto Infiltração de Sofia Dias e Vítor Roriz no Teatro do Bairro Alto. Pretende abranger a ideia de corpo coletivo/social que tem permanecido à margem do trabalho predominantemente em dueto desta dupla. Uma mudança de perspetiva que permite aprofundar lógicas de composição, tomar decisões que escapam aos processos internos do intérprete-autor e expandir para outros corpos aquilo a que relutantemente chamam vocabulário.
Para ver de 18 a 21 de fevereiro no Teatro do Bairro Alto.

DANÇA: OS TRÊS IRMÃOS
Victor Hugo Pontes coloca em cena três bailarinos imaginados pelo escritor Gonçalo M. Tavares para esta nova criação. Abelard, Adler e Hadrian são Os Três Irmãos: quando se encontram naquele não-lugar, procuram o rasto dos seus pais, marcam a giz a sua ausência, lavam-se, comem juntos à mesa, carregam os corpos uns dos outros em sacrifício ritualizado, carregam-se aos ombros, vivem em fuga, praticam o jogo perigoso do encontro com o passado. Abelard, Adler e Hadrian tentam fazer a sua ligação à terra e sobreviver à existência uns dos outros, mesmo se esta houver sido esburacada a berbequim, enrodilhada numa trouxa de roupa, transportada num carrinho de mão.
Para ver no Teatro Municipal São Luiz de 25 a 28 de fevereiro.
 

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