Mixed Feelings - Fake News

É realmente um grande paradoxo: na era em que temos tanta e tanta informação disponível, é a época em que corremos o risco de andar mais desinformados. 


É realmente um grande paradoxo: na era em que temos tanta e tanta informação disponível, é a época em que corremos o risco de andar mais desinformados. 
Não é propriamente uma novidade na comunicação social, a elaboração de notícias falsas. Uma ou outra vez tomámos conhecimento de artigos publicados que não correspondiam inteiramente à verdade. Mas nunca como agora!
As fake news andam por aí, “sem apelo nem agravo”, espalham-se a uma velocidade estonteante e muitas vezes, na voragem dos dias, podemos facilmente ser engolidos por elas. E depois só sobra a desinformação!!! O que não faz bem a ninguém. 
É impressionante o número de fake news produzidas nestes tempos de pandemia. Há mesmo quem diga que essas notícias se espalharam mais depressa que o novo coronavírus (e este é bem contagiante, como sabemos). Segundo um alerta da Comissão Europeia registaram-se por dia (repito, por dia!!!), cerca de 2700 noticias falsas relacionadas com a Covid-19! É assustador pensar no mal que podem ter causado a todos quantos incautamente leram esses artigos, tomando-os por bons.
As razões da existência destas fake news são variadas, e já se fizeram vários estudos, reflexões, conferências e seminários sobre esta problemática. É claro que que a rédea solta em que se encontram as palavras publicadas (que chegam ao grande público) nos dias que correm, por causa da Internet, é o grande responsável pela proliferação das noticias falsas. Muitas nem serão «notícias» propriamente ditas, no sentido como as entendemos. São apenas posts nas redes sociais, que correm velozes. Vale pois a pena desconfiar, mesmo que o artigo tenha sido partilhado nas redes da nossa melhor amiga… 
Vale a pena verificar a fonte antes de acreditar piamente no que se lê, e assim não colaborar na propagação de um mau trabalho praticado por umas quantas pessoas menos escrupulosas que querem muitas vezes apenas sensacionalismo, ou manipular a opinião pública, ou simplesmente têm pouco rigor e exigência no trabalho que fazem.
Felizmente que ainda há grandes profissionais na Comunicação Social, ligados a marcas de Media de confiança, que nos dão garantias sobre aquilo que lemos, vemos e ouvimos. 
A culpa é de quem? Ao que parece por enquanto não temos ninguém para culpar…

No one to blame – Anita Baker

Dora Isabel

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