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Marcos Fernandes

Líder do PS antevê dois anos duros e diz que é preciso manter consensos com oposição e com parceiros sociais

today 21 de maio de 2020

 O secretário-geral do PS avisou hoje que os próximos dois anos serão muito duros para o país, perante uma crise económica e social provocada pela covid-19, razão pela qual o seu partido terá de focar-se no essencial.

Esta ideia do PS concentrado na "crise económica e social" e não em outros temas foi a única referência indireta que António Costa fez às eleições presidenciais de janeiro de 2021, num longo discurso que proferiu perante os membros da Comissão Política Nacional do seu partido.

"Vamos ter pela frente dois anos muito duros de combate pela proteção das nossas empresas, do emprego e do rendimento dos portugueses. Vão ser dois anos muito exigentes e não há otimismo que permita pensar que vamos conseguir fazer isso em menos tempo", advertiu o líder socialista.

Depois, António Costa ressalvou que "também não há nenhuma razão para que não se tenha a confiança no país sobre a capacidade dos portugueses vencerem esta crise, assim como venceram a crise anterior".

O secretário-geral do PS também advertiu que, por mais força que tenha o seu partido, a dimensão do desafio económico e social que se coloca ao país, por causa da covid-19, exige diálogo e consenso político e social.

"Da mesma forma como enfrentámos a pandemia de covid-19, temos de enfrentar esta crise económica e social, o que implica que devemos fazer um esforço para procurar manter o nível de consenso político e social. A democracia não foi suspensa [com o estado de emergência] e a democracia não vai ser suspensa", apontou António Costa.