07 maio 2021
16:53
Redação

New Order e Van Morrison nos lançamentos da semana

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Reedições de Alphaville e de Peter Murphy e novos discos dos Weezer e de Lucinda Williams.

Os New Order lançam nesta sexta-feira o disco ao vivo Education Entertainment Recreation (Live at Alexandra Palace), que reproduz na íntegra e pela mesma ordem do alinhamento um concerto em Londres, em 2018. A banda de Manchester toca alguns dos seus temas mais impactantes, como 'Bizarre Love Triangle', 'True Faith' ou 'Blue Monday'. O álbum - que merece na edição especial um blu-ray - fecha com três versões dos Joy Division, a banda anterior do guitarrista Bernard Sumner e do baterista Stephen Morris. Já sem o baixista Peter Hook na formação, o quinteto ao vivo é composto pela teclista e integrante fundadora Gillian Gilbert, pelo guitarrista Phil Cunningham e pelo baixista Tom Chapman, além, claro dos mencionados Bernard Sumner e Stephen Morris.

 

O confinamento deu tempo a Van Morrison para gravar um álbum de 28 canções, de título "Latest Record Project: Volume 1". O músico que tem negado as evidências cientificas da covid-19 continua a saber criar saladas sonoras de soul, blues e jazz, com o charme extra de uma voz que se mantém impecável. O disco já está à venda.

 

O 15º álbum dos Weezer, "Van Weezer", chega ao domínio público nesta sexta-feira. A capa, com um grafismo ao estilo do rock pesado, não engana, sendo o disco marcadamente influenciado pelo hard rock, onde a banda californiana bate o seu recorde de solos de guitarra. O Van do título é uma homenagem aos Van Halen, que perderam o seu mentor Eddie Van Halen, que não sobreviveu a um cancro no ano passado.

 

Depois de dedicar um álbum à falecida mãe, no supremo "Carrie & Lowell" (de 2015), Sufjan Stevens faz agora um tributo ao pai, que morreu em setembro passado, dois dias depois do músico ter lançado o disco "The Ascension". "Convocations" é o nome dessa obra dedicada ao progenitor, um conjunto de cinco peças instrumentais, num total de duas horas e meia, a ondular numa música ambiental que, mais do que fechada na dor pessoal do músico, pretende ser um curativo espiritual para todos os seus ouvintes. "Convocations" está disponível para audição desde esta semana.

 

Da Dinamarca, não vem só boa cerveja e peças da Lego. Do país de Hans Christian Andersen, também vem bom rock & roll. Aliás, uma das bandas internacionais do momento daquelas paragens, os Iceage, veio mesmo cá, para gravar nos estúdios lisboetas da Namouche o álbum que sai hoje, "Seek Shelter", produzido por Pete Kember (a residir em Portugal) - uma das duas mentes criativas dos Spacemen 3 e também conhecido como Sonic Boom.

 

Atenção, o rock alternativo de 2021 vai escrever-se com estas palavras, Squid (o nome da banda londrina) e "Bright Green Field" (o título do seu álbum de estreia, publicado hoje). Penduram canções ao contrário, reviram também as convenções e, assim de repente, estão a criar um som deles. Há quem lhes chamem de math-rockers, mas algumas expressões numéricas do grupo são mais difíceis de decifrar do que parecem. As notas máximas das críticas a "Bright Green Field" têm sido tão frequentes como às do filme "Citizen Kane" de Orson Welles. Nas muitas listas dos melhores discos do ano, já sabem quem vai lá estar. Vão-se preparando.


 
As folhas de lançamentos de hoje são muitas, aqui vão só alguns dos muitos discos de originais que saem neste final de semana: "Build A Problem" de Dodie, "Blood Bunny" de Chloe Moriondo, "Forever Isn’t Long Enough" de Alfie Templeman, "Burn" de Lisa Gerrard & Jules Maxwell, "When God Was Great" dos Mighty Mighty Bosstones, ou ainda os EPs dos A Certain Ratio, "ACR:EPA", e de Lucinda Chua, "Antidotes 2".

 

O mercado mexe como sempre no baú da história. Saem nesta sexta-feira a caixa de quatro vinis de Angel Olsen, "Song Of The Lark and Other Far Memories" (que inclui os dois últimos álbuns da cantora e uma série de inéditos) e a compilações de temas antigos e perdidos de Iron & Wine, "Tallahassee; Archive Series Volume no. 5". Há reedições a dobrar, no caso dos Alphaville - "Afternoons in Utopia" (de 1986) e "The Breathtaking Blue" (de 1989) - e, apenas em vinil, de Peter Murphy - "Deep" (de 1989) e "Holy Smoke" (de 1992). Terminamos com a menção ao álbum de tributo a Tom Petty gravado ao vivo por Lucinda Williams, "Runnin' Down a Dream - a Tribute to Tom Petty", o primeiro volume de uma série de seis, intitulada "Lu's Jukebox".


 

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