18 julho 2021
08:28
Agência Lusa

Morreu encenador de ópera Graham Vick

TNSC
O diretor Artístico da Birmingham Opera Company teve alguns dos trabalhos mais aclamados no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa.

O encenador de ópera Graham Vick, com alguns dos trabalhos mais aclamados no Teatro Nacional de São Carlos, em Lisboa, morreu vítima de complicações de saúde provocadas pela covid-19, anunciou hoje a Ópera de Birmingham.

“Estamos devastados por anunciar que hoje, 17 de julho de 2021, Sir Graham Vick, diretor Artístico da Birmingham Opera Company, morreu de complicações decorrentes da covid-19”, pode ler-se na página oficial da companhia, com uma grande fotografia em fundo de Graham Vick.

De acordo com o portal “OperaWire”, especializado em ópera, Graham Vick, inglês, tinha 67 anos.

No São Carlos fez “O Anel dos Nibelungos”, quatro óperas do compositor alemão Richard Wagner, a partir de 2006, que seria uma das suas obras mais aclamadas. A sua última colaboração com o teatro nacional foi em 2019, quando estreou a sua encenação da ópera “Alceste”, do também compositor alemão Christoph Willibald Gluck, com a soprano Ana Quintans.

Outras obras das mais aclamadas foram “Tristão e Isolda”, também de Wagner, na Ópera de Berlim, “Otelo”, do compositor italiano Giuseppe Verdi, no “Teatro ala Scala”, de Milão, e “Lady Macbeth de Mtsensk”, do compositor russo Dmitri Shostakovich, na “Metropolitan Opera”, em Nova Iorque.

Graham Vick nasceu em 30 de dezembro de 1953 em Birkenhead, Inglaterra, estudou no “Royal Northern College of Music” em Manchester e estreou-se como diretor aos 24 anos.

Em 1987 fundou a “Birmingham Opera Company” e em 1994 foi nomeado diretor de produções no festival de Ópera de Glyndebourne.

Dirigiu em grandes companhias de todo o mundo, incluindo a “Royal Opera” de Londres e muitas produções em teatros de Itália, na “Metropolitan Opera” de Nova Iorque, na “Deutsche Oper” de Berlim ou na Ópera de Paris.

Na “Royal Opera” dirigiu óperas como “Mitridate, Re di Ponto”, de Mozart, “Os Mestres Cantores de Nuremberga”, de Richard Wagner, “King Arthur”, de Henry Purcell, “The Midsummer Marriage”, de Michael Tippet, “A Viúva Alegre”, de Franz Lehar, “Falstaff”, de Guiseppe Verdi, e “Tamerlano”, de Georg Friedrich Händel.

Foi nomeado Cavaleiro da Ordem das Artes e das Letras, uma distinção do Estado francês, e em 2016 foi condecorado Membro Honorário da “Royal Philharmonic Society”, do Reino Unido, entre outras distinções.

Muitas companhias de ópera já apresentaram condolências pela morte de Graham Vick, incluindo a “Royal Opera”, “Teatro alla Scala”, “Opera di Roma”, “Festival de Ópera de Rossini”, “Teatro Regio di Parma”, “Teatro la Fenice”, “Birmingham Opera Company”, e “Maggio Musicale Florentino”, ainda de acordo com a página “OperaWire”.

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