22 julho 2021
17:59
Redação / Agência Lusa

Acidentes rodoviários aumentam em maio face a 2020

Agência Lusa
Em maio registaram-se 2.590 acidentes , que provocaram 34 mortos, 189 feridos graves e 3.044 feridos ligeiros.

O número de acidentes rodoviários aumentou em maio 45,4% em relação ao mesmo mês de 2020, mantendo-se a tendência de subida que se regista desde março, revelou hoje a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR).

"É de assinalar a evolução no mês de maio, em que todas a variáveis registaram aumentos face ao mês homólogo do ano anterior, este ainda sob influência do confinamento de 2020. Os acidentes subiram 45,4% em maio, mas as vítimas mortais aumentaram apenas 3%", refere o relatório da sinistralidade a 24 horas, fiscalização e contraordenações de maio de 2021, sublinhado que os feridos graves aumentaram 21,95 e os feridos ligeiros 54,6%.

Segundo o documento, em maio registaram-se 2.590 acidentes rodoviários, que provocaram 34 mortos, 189 feridos graves e 3.044 feridos ligeiros.

Os dados do relatório mostram que os desastres nas estradas portugueses e o número de feridos, tanto ligeiros como graves, estão a aumentar desde março em relação aos meses homólogos de 2020, enquanto as vítimas mortais subiram em abril e maio.

Portugal esteve este ano, entre 15 de janeiro e 30 de abril, em confinamento geral devido à pandemia de covid-19, enquanto o estado de emergência esteve em vigor em 2020, entre 19 de março e 30 de abril.

A ANSR avança que nos primeiros cinco meses de 2021 registaram-se 9.105 acidentes com vítimas no continente, dos quais resultaram 108 vítimas mortais (ocorridas no local do acidente ou durante o transporte até à unidade de saúde), 633 feridos graves e 10.404 feridos leves.

De acordo com a ANSR, os acidentes rodoviários diminuíram em 12 distritos, à exceção de Beja, Braga, Bragança, Guarda, Vila Real e Viseu.

O número de vítimas mortais aumentou, entre janeiro e maio, em Faro, Lisboa, Setúbal e Vila Real.

O mesmo documento destaca também que nos distritos de Lisboa e Porto registaram-se 23,1% e 12,0% do total de vítimas mortais, bem como 15,5% e 8,5% dos feridos graves, respetivamente.

A colisão foi a natureza de acidente mais frequente (52,5% dos acidentes), estando na origem de 32,4% das vítimas mortais e os despistes, apesar de apresentarem 35,2% do total de acidentes, foram responsáveis por 51,9% das vítimas mortais e 43,1% dos feridos graves.

A ANSR indica igualmente que os arruamentos são as vias com mais acidentes e a maior parte das vítimas mortais foram condutores, seguido dos peões e os passageiros.

De acordo com o relatório, os automóveis ligeiros constituíram, entre janeiro e maio, 71,4% dos veículos intervenientes em acidentes.

Nos primeiros cinco meses do ano, 41,7% do número de vítimas mortais registou-se na rede rodoviária sob responsabilidade de dois gestores de infraestruturas: Infraestruturas de Portugal (peso de 37,0% no total) e Brisa (4,6%).

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