15 setembro 2021
10:45
Ruben Mateus

Facebook reconhece que Instagram interfere com a saúde mental dos jovens

Investigação do Wall Street Journal revela documentos internos da empresa de Mark Zuckerberg.

As redes sociais revolucionaram a forma como interagimos, aproximaram-nos virtualmente de outras pessoas, mas também trouxeram consequências negativas principalmente para os mais jovens.

O tema é várias vezes assunto de conversa e centra-se no impacto que plataformas como o Facebook ou Instagram têm na vida nos adolescentes.

Uma investigação do Wall Street Journal refere que o Facebook, liderado por Mark Zuckerberg, sabe que o Instagram (o Facebook é dono do Instagram) é prejudicial à saúde mental dos mais jovens.

Adianta a publicação que internamente esta realidade é conhecida, mas que nada é perfeito para a alterar.

Em 2019, por exemplo, numa reunião dos mais altos membros do Facebook terá sido dito que o Instagram "cria problemas de auto estima em uma de cada três raparigas".

Neste mesmo encontro, adianta o Wall Street Journal, concluiu-se que os mais jovens culpam a rede social onde apenas se postam fotografias pelo aumento dos casos de depressão e ansiedade.

A publicação dá o exemplo da jovem de 18 anos Anastasia Vlasova que desenvolveu um distúrbio alimentar após o tempo passado no Instagram.

Ao Wall Street Journal adianta que na rede social "apenas via corpos considerados perfeitos" e que isso afetou a forma como se via a si.

A investigação refere ainda que o público jovem é o público alvo do Instagram, com cerca de 40% dos utilizadores a ter 22 anos ou menos.

O Facebook, também internamente, terá como estratégia para o Instagram consolidar-se junto das faixas etárias com menos idade de forma a conseguir obter mais receita.

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