21 setembro 2021
18:59
Agência Lusa

Construção dos novos módulos do CCB adiada para final de 2023

A importância de concluir o projeto original foi assumida em 2016, mas tem sido alvo de atrasos sucessivos devido a questões administrativas.

O início da construção dos dois novos módulos do Centro Cultural de Belém (CCB), em Lisboa, vai ser adiado para final de 2023 devido ao impacto da pandemia da covid-19, estimou hoje o presidente da instituição, Elísio Summavielle.

O contrato com a construtora Mota Engil, para a construção e exploração de um hotel e zona comercial nos módulos que faltam ao edifício original, projetado pelos arquitetos Vittorio Gregotti e Manuel Salgado, acabou por não passar da fase de negociação, segundo o presidente da Fundação CCB.

"Os terrenos estavam legalizados, as tutelas definidas, foi lançado o concurso internacional e estava um candidato em fase de negociação, mas começou a pandemia e desistiu", disse Summavielle hoje aos jornalistas, numa conferência de imprensa a propósito da apresentação da temporada do CCB de 2021/2022.

A importância de concluir o projeto original foi assumida em 2016, mas tem sido alvo de atrasos sucessivos devido a questões administrativas, que, entretanto, foram concluídas, e dada a autorização da Direção-Geral do Património Cultural.

"Este quadro pandémico provocou um atraso de quase dois anos, porque a conjuntura económica mudou", justificou o presidente do CCB, indicando que o procedimento será relançado em outubro, com um novo caderno de encargos e convites diretos a promotores para apresentarem propostas, "sendo que alguns já manifestaram interesse".

A construção do hotel com 150 quartos e de mais um edifício com serviços e comércio, "numa zona importante da cidade", irá render ao centro cultural um importante valor financeiro para a sustentabilidade da sua atividade, cuja rendibilidade também foi afetada durante a pandemia.

Elísio Summavielle apontou que o apoio financeiro que acabou por colmatar essa quebra veio da Presidência Europeia em Portugal, que esteve sediada no CCB durante o primeiro semestre do ano, tal como aconteceu em 1992, quando da primeira Presidência Portuguesa, do então Conselho das Comunidades Europeias, usou as salas de reuniões, de espetáculos e espaços públicos.

Os terrenos que os módulos 04 e 05 do projeto vão ocupar pertencem ao Estado, mas foram cedidos vitaliciamente à Fundação CCB.

Em 2018, numa entrevista à agência Lusa a propósito dos 25 anos do CCB, Elísio Summavielle dizia que a conclusão dos módulos 04 e 05 do centro cultural era uma das suas prioridades e grandes ambições, até ao final do mandato.

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