22 setembro 2021
12:21
Agência Lusa

Normalizado funcionamento da urgência de Torres Vedras

Ontem doentes críticos foram encaminhados para outros hospitais devido à elevada afluência de pessoas na urgência de Torres Vedras.

A urgência de Torres Vedras voltou a funcionar dentro da normalidade, informou hoje o Centro Hospitalar do Oeste (CHO), depois de ter estado a encaminhar doentes críticos para outros hospitais devido à elevada afluência de pessoas.

Em nota de imprensa hoje enviada, o CHO informou que “o funcionamento da urgência geral da unidade de Torres Vedras foi normalizado às 21:30 de terça-feira”, voltando a receber doentes encaminhados pelo Centro de Orientação de Doentes Urgentes (CODU).

“A situação foi normalizada devido à alta clínica de doentes que estavam neste serviço ou de doentes que transitaram para os serviços de internamento do hospital”, justificou a instituição.

De acordo com a administração, a urgência geral da unidade de Torres Vedras esteve “muito congestionada nos últimos dias, devido à elevada afluência de doentes”, situação que motivou o reencaminhamento dos pacientes críticos.

Num mail enviado à Lusa, o CHO clarificou que “as urgências não estiveram encerradas, mas apenas bloqueadas para o CODU/INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica)”, garantindo o atendimento de “todos os doentes que se desloquem diretamente à urgência”.

A situação foi denunciada pelo Sindicato Independente dos Médicos (SIM) num comunicado em que afirmava que o serviço de Urgência estaria “encerrado às ambulâncias e aos cidadãos”, desde segunda-feira, acumulando-se “dezenas de macas”.

 O SIM divulgou ainda um ofício enviado à presidente do conselho de administração do CHO, Elsa Baião, em que exige a contratação de médicos, depois de ter tido conhecimento de que “as equipas do Serviço de Urgência de Torres Vedras não cumprem os níveis de segurança necessários, exigidos pelos critérios mínimos definidos pela Ordem dos Médicos”.

O SIM considerou tratar-se de “uma situação inadmissível, que coloca em risco a segurança na prestação de cuidados à população abrangida por esta instituição, que desde segunda-feira, “por sobrelotação, não recebe doentes”.

No ofício, o sindicato apela à administração hospitalar, ao Governo e à Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo para que “contrate médicos, ou que crie condições que facilitem a sua contratação, para agilizar a resolução desta situação quanto antes”.

O Centro Hospitalar do Oeste integra os hospitais das Caldas da Rainha, Torres Vedras e Peniche, tendo uma área de influência constituída pelas populações dos concelhos das Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra.

Estes concelhos dividem-se entre os distritos de Lisboa e Leiria e representam uma população de cerca de 293 mil pessoas.

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