17 novembro 2021
20:21
Redação / Agência Lusa

Portugal já tem o primeiro "relógio do clima"

ASSOCIATED PRESS (AP) / Nardus Engelbrecht
Iniciativa procura alertar para a "emergência climática" em que o mundo vive.

O "primeiro relógio do clima" em Portugal foi inaugurado hoje no edifício da Associação Académica de Coimbra (AAC), iniciativa que procura alertar para a "emergência climática" em que o mundo vive, foi anunciado.

"O 'climate clock' (relógio do clima) "é uma iniciativa mundial organizada por cientistas e ativistas com o objetivo de alertar para a emergência climática em que vivemos", salientou a AAC, em nota de imprensa enviada à agência Lusa.

A iniciativa foi liderada pela Molecular JE e pela jeKnowledge, duas juniores empresas da Universidade de Coimbra, em parceria com a Associação Académica de Coimbra, que acolhe nas suas instalações o relógio.

Citado na nota de imprensa, o presidente da AAC, João Assunção, realçou que a instalação do relógio numa associação "que sempre esteve na vanguarda das maiores alterações sociais e políticas do país é um grito de alerta desta geração para que se possa agir com convicção para reverter" os efeitos das alterações climáticas.

O primeiro relógio deste tipo foi instalado em Nova Iorque, em setembro de 2020, consistindo numa contagem regressiva, baseada nos dados do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas, dizendo quanto tempo tem a humanidade até atingir um ponto de não retorno, explicou a AAC.

O aumento de 1,5 ºC face aos valores pré-Revolução Industrial é visto pelos especialistas "como um ponto de não retorno, que deve ser evitado de forma a não piorar as condições climáticas para as gerações futuras", salientou.

"Segundo estas previsões e se não reduzirmos as emissões correntes de gases de efeito estufa, já só faltam cerca de sete anos e 250 dias até o aumento de 1,5 ºC ser atingido", frisou.

Para a AAC, o relógio tem como missão "consciencializar toda a população para que se possa evitar este desastre climático".

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