22 novembro 2021
09:04
Redação / Agência Lusa

Rodoviárias privadas cumprem 24 horas de greve

Impacto está a ser forte, à semelhnaça das greves anteriores, diz Fectrans.

A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans) avança que a adesão à greve dos trabalhadores das empresas de transportes rodoviárias privadas, esta segunda-feira, está a ser semelhante à das anteriores. O centro e sul do país são as zonas mais afetadas nestas primeiras horas de protesto contra as propostas de atualização salariais apresentadas, refere José Manuel Oliveira, coordenador da Fectrans. Está já marcada outra paralisação para o dia 02 de dezembro. 

"Perante as propostas da ANTROP [Associação Nacional de Transportes de Passageiros] e Transdev de atualização salarial em 2022 de 10,5 euros por mês e 10 euros por mês, respetivamente, e após análise das organizações subscritoras da proposta comum, a Fectrans [Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações] (STRUP e STRIN) e o SITRA [Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes] decidiram avançar com um novo pré-aviso de greve para o próximo dia 22 de novembro e 02 de dezembro", anunciaram, em comunicado, os sindicatos, no dia 05 de novembro.

A greve vai abranger todos os trabalhadores das empresas privadas do setor rodoviário de passageiros, associadas na ANTROP e as da Transdev, onde se aplica o Contrato Coletivo de Trabalho Vertical (CCTV).

Na mesma nota, a Fectrans e o SITRA defenderam que as propostas dos patrões estão "muito distantes" das apresentadas pelos sindicatos, traduzindo-se "numa atualização de 0,33 euros por dia, que nem dá para beber mais um café".

Os trabalhadores reivindicam o aumento do salário base do motorista para 750 euros, bem como uma atualização, na mesma percentagem, para os demais trabalhadores.

Por outro lado, exigem uma atualização do subsídio de refeição "nos mesmos termos percentuais" do aumento do salário do motorista e a redução do intervalo de descanso para o máximo de duas horas.

Os sindicatos reiteraram estar disponíveis para negociar propostas que permitam um acordo de valorização dos salários.

"São reivindicações que uniram os trabalhadores nas greves passadas e que continuam a ser razões para manter e ampliar a unidade na ação", vincaram.

Os trabalhadores das rodoviárias privadas estiveram em greve nos dias 20 de setembro e 01 de outubro.
 

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