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14 janeiro 2022
13:32
Redação / Agência Lusa

Acidentes rodoviários provocaram quase 400 mortos em 2021

Nuno Castilho Matos
Segundo o balanço provisório da ANSR, os despistes originaram no ano passado o maior número de vítimas mortais.

Os 28.868 acidentes rodoviários registados no ano passado provocaram 389 mortos, 2.093 feridos graves e 33.812 feridos ligeiros, uma diminuição de todos os indicadores em relação a 2019, mas um aumento face a 2020, à exceção das vítimas mortais.

Estes dados provisórios globais constam do balanço do ano 2021 da sinistralidade e fiscalização rodoviária apresentados esta sexta-feira pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR), que fez uma comparação com 2019, tendo em conta que 2020 foi um “ano atípico” devido à pandemia de covid-19.

“Por comparação com o ano 2019 são visíveis os progressos positivos ao nível de todos os indicadores, superiores à redução verificada no consumo de combustível rodoviários e consequentemente à circulação rodoviária: menos 19% de acidentes com vítimas, menos 18% de vítimas mortais, menos 9% de feridos graves e menos 22% de feridos leves”, destaca o balanço da ANSR.

Comparativamente com 2020, a ANSR precisa que se verificou um aumento de 9% do número de acidentes com vítimas (mais 2.367), uma ligeira diminuição de 0,3% de mortos (menos uma), uma subida de 14% de feridos graves (mais 264) e também um aumento de 10% dos feridos ligeiros (mais 3.106).

Para a ANSR, estes resultados “são consequência, em grande medida, do facto do ano de 2020 ter sido um ano atípico, fortemente condicionado pelas restrições na mobilidade e consequentemente com uma redução da circulação rodoviária, a qual teve um aumento em 2021, na mesma ordem de grandeza do aumento no consumo de combustível rodoviário”.

No entanto, também 2021 esteve condicionado pela pandemia e nos primeiros quatro meses do ano houve restrições nas deslocações, principalmente ao fim de semana, devido ao estado de emergência.

Os dados hoje divulgados mostram também um reforço da tendência decrescente verificada ao nível das vítimas mortais e dos feridos ligeiros e uma estabilização dos feridos graves desde 2017.

Segundo o balanço provisório, os despistes originaram no ano passado o maior número de vítimas mortais e as colisões o maior número de feridos graves, enquanto os atropelamentos fizeram 47 vítimas mortais o que representou uma redução de 20% face ao ano anterior.

A ANSR avança que as maiores diminuições no número de vítimas mortais verificaram-se nos distritos de Portalegre, Guarda e Castelo Branco e os maiores aumentos registaram-se em Bragança, Braga e em Vila Real.

Quanto ao tipo de via, a maioria das vítimas ocorreu nos arruamentos, estradas municipais, estradas nacionais e regionais, tendo as autoestradas registado uma redução nas vítimas mortais  e um aumento nos feridos graves.

De acordo com a ANSR, os meses de julho, agosto e setembro foram os que registaram o maior número de vítimas mortais, sendo que o maior número de feridos graves se registou em agosto, setembro e outubro.

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