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04 fevereiro 2022
16:21
Redação / Agência Lusa

Socorristas lutam para salvar criança que caiu num poço em Marrocos há 4 dias

LUSA
O rapaz está vivo e as equipas de resgate que trabalham no local já estão a três metros de distância, mas alertam que esta é a fase mais crítica da operação.

Os socorristas marroquinos continuam hoje um trabalho meticuloso para tentar resgatar com vida Rayan, um rapaz de cinco anos, que caiu num poço profundo numa aldeia no norte de Marrocos há quatro dias.

O rapaz, cuja situação está a atrair o interesse nacional e internacional, caiu acidentalmente na terça-feira num poço seco, de 32 metros de profundidade e estreito e, portanto, de difícil acesso, cavado perto da residência da família na vila de Ighrane, perto da localidade de Bab Berred, na província de Chefchaouen.

Os socorristas transportaram oxigénio e água para o fundo do poço, o que sugere que Rayan ainda está vivo, de acordo com os meios de comunicação locais.

Segundo as autoridades locais, as equipas de salvamento estão a realizar os últimos trabalhos de perfuração vertical para chegar ao fundo do poço.

Esta fase de resgate é delicada devido ao risco de deslizamentos de terra por causa da natureza do solo, com algumas camadas arenosas e outras rochosas.

“Estamos quase lá. Estamos a trabalhar arduamente há três dias. Há cansaço, mas todas as equipas estão a resistir apesar dos imprevistos”, explicou Abdesalam Makoudi, que gere os trabalhos, citado pela agência France-Presse.

 

 

A mãe da criança disse à imprensa local que o filho “estava a brincar perto” da casa e que “desapareceu [na terça-feira] por volta das 14:00”, mobilizando a família “para o procurar” até que repararam que ele tinha caído no poço.

“Ainda tenho esperança de que tragam o meu filho vivo”, declarou.

A tragédia tem gerado muita solidariedade nas redes sociais: esta manhã as transmissões ao vivo de vários meios de comunicação marroquinos continuaram a atrair centenas de milhares de utilizadores na Internet.

Além disso, muitos habitantes locais juntam-se no local do acidente, o que por vezes dificulta o trabalho das equipas de salvamento.

Este acidente ecoa uma tragédia que ocorreu no início de 2019 em Espanha, na Andaluzia, quando uma criança de dois anos morreu depois de cair num poço abandonado com mais de 100 metros de profundidade.

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