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18 maio 2022
15:23
Agência Lusa

F1 não substitui GP da Rússia e Mundial de 2022 fica reduzido a 22 corridas

EPA/ANDY RAIN
O GP da Rússia foi cancelado devido à invasão russa da Ucrânia.

O Grupo Formula One decidiu não substituir o Grande Prémio (GP) da Rússia, cancelado devido à guerra na Ucrânia, anunciou hoje o organizador do Mundial de Fórmula 1 de 2022, que será reduzido de 23 para 22 corridas.

“Não será adicionado nenhum Grande Prémio ao calendário para preencher a ausência [do GP da Rússia], o que significa que o calendário de 2022 será composto por 22 corridas”, informou o Grupo Formula One, em comunicado.

A decisão dos responsáveis do campeonato da categoria 'rainha' do desporto automóvel foi tomada apesar de vários países terem manifestado interesse em organizar a prova e impede o Mundial de 2022 de estabelecer um recorde de 23 corridas, mantendo o número das que foram realizadas no ano passado.

O Grande Prémio da Rússia de Fórmula 1 de 2022, que deveria decorrer em Sochi, em 25 de setembro, foi cancelado em 25 de fevereiro, um dia depois da ofensiva militar russa na Ucrânia e na sequência do apelo de vários pilotos nesse sentido, entre os quais o neerlandês Max Verstappen, campeão mundial em título.

A prova integra o campeonato do mundo de F1 desde 2014 e a cidade de Sochi, anfitriã dos Jogos Olímpicos de Inverno nesse ano, foi a escolhida para a sua realização, mas, em 2023, está previsto que seja deslocado para São Petersburgo.

A Rússia lançou em 24 de fevereiro uma ofensiva militar na Ucrânia que já matou mais de três mil civis, segundo a ONU, que alerta para a probabilidade de o número real ser muito maior.

A guerra na Ucrânia, que hoje entrou no 84.º dia, causou já a fuga de mais de 14 milhões de pessoas das suas casas – cerca de oito milhões de deslocados internos e mais de 6,1 milhões para os países vizinhos -, de acordo com os mais recentes dados da ONU, que classifica esta crise de refugiados como a pior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

A invasão russa foi condenada pela generalidade da comunidade internacional, que respondeu com o envio de armamento para a Ucrânia e o reforço de sanções económicas e políticas a Moscovo.

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