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20 junho 2022
11:27
Redação

Cientistas criaram uma microagulha ocular "auto-plugável"

Este método tem como objetivo administrar medicamentos para tratamento da vista.

Pode parecer uma cena de filmes de terror, mas este método tem como objetivo tratar algumas doenças oculares como a endoftalmite. Até agora, existiam grandes riscos para administração de medicamentos para tratar os olhos. O risco de infeções ou danificação do tecido ocular era ainda grande. 

Devido a esses riscos, uma equipa internacional de investigadores desenvolveu um sistema novo e potencialmente melhor para administrar medicamentos nos olhos sem complicações. A nova técnica teve um bom desempenho em testes pré-clínicos, porém ainda envolve agulhas oculares. 

O diretor do Instituto Terasaki de Inovação Biomédica, em Los Angeles, nos Estados Unidos da América (EUA), Ali Khademhosseini afirmou que "esta nova melhoria no tratamento de admnistração de medicamentos pode evitar problemas associados ao uso de agulhas para tratar doenças oculares graves". O termo científico para injetar no olho é "injeção intravítrea", pois coloca o medicamento no vítreo (fluido gelatinoso que enche o globo ocular). Esta técnica é usada para tratar várias doenças, incluindo degeneração macular relacionada à idade (DMRI) e doença ocular diabética.

Atualmente, o tratamento consiste em múltiplas injeções de um medicamento chamado Anti-VEGF. Em vez de ter que depender de múltiplas injeções com risco de infecção entre os tratamentos, a equipa criou uma microagulha ultrafina que realmente permanece no olho e se biodegrada.

A microagulha tem um "tampão" de hidrogel para selar o orifício criado e libera gradualmente a substância na qual está revestida enquanto está dentro da área dos olhos.

Os investigadores, que eram principalmente de instituições da Coreia do Sul, testaram o novo sistema de duas maneiras: 

Primeiro, a equipa injetou as microagulhas em olhos de porcos extirpados. O resultado desta primeira fase foi que o buraco foi selado após a injeção, e o medicamento (neste caso, um corante roxo) espalhou-se pelo olho como era de esperar.  

Em seguida, a equipa inseriu a microagulha em porcos vivos. Não tendo encontrado inflamação ou vazamento no local e, sete dias depois, a ponta da agulha ainda estava firmemente alojada no local.

A equipa de investigadores deste projeto escreveu que "também é digno de nota que o sinal fluorescente do rodamina B era evidente mesmo nos tecidos mais profundos da retina e no epitélio pigmentar da retina no local mais distante da ponta da microagulha auto-plugável". O que revela que "o medicamento modelo da ponta da microagulha auto-plugável foi disperso com sucesso através do vítreo e da retina".

Os cientistas afirmaram que "é necessário fazer mais estudos para garantir a segurança e, eventualmente, passar por ensaios clínicos para confirmar se este método é seguro em humanos.

 

Scientists Created a 'Self-Plugging' Eye Microneedle, And It's as Creepy as  It Sounds

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