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28 junho 2022
17:23
Agência Lusa

Oceanos: Austrália destina 1,1 mil milhões de euros para preservação da Grande Barreira de Coral

DR
O aquecimento das águas do Pacífico tem levado à morte e ao branqueamento dos corais na Grande Barreira de Coral, o mais extenso recife de coral do mundo, no nordeste da Austrália.

Austrália vai investir nos próximos 10 anos 1,2 mil milhões de dólares (1,1 mil milhões de euros) na preservação da Grande Barreira de Coral, ameaçada pelo aquecimento global, anunciou hoje a ministra do Ambiente e Água.

Tanya Plibersek falava em Lisboa na Conferência dos Oceanos da ONU, na sessão dedicada à gestão e conservação dos ecossistemas marinhos e costeiros, a que copreside.

O aquecimento das águas do Pacífico tem levado à morte e ao branqueamento dos corais na Grande Barreira de Coral, o mais extenso recife de coral do mundo, no nordeste da Austrália.

Sem mencionar montantes, Plibersek, que tomou posse em junho com a formação do novo Governo na Austrália, disse que o país está empenhado em recuperar outros 'habitats', como as pradarias marinhas e os mangais.

Sobre a preservação dos ecossistemas marinhos, a titular da pasta do Ambiente e Água defendeu que é necessário "agir a sério, em colaboração e imediatamente", apontando que na Austrália, por exemplo, "os ambientes costeiros estão a ficar cada vez mais stressados", em consequência dos efeitos das alterações climáticas.

A vice-ministra dos Negócios Estrangeiros do Chile, Ximena Fuentes, que também copreside à sessão, referiu que "qualquer esforço de proteção" dos ambientes marinhos deve ser "coordenado para aumentar a sua eficácia".

"Os desafios da conservação dos oceanos não podem ser resolvidos com iniciativas individuais", enfatizou, salientando que "todas as medidas de conservação" de áreas marinhas devem apoiar-se na ciência e envolver os povos costeiros.

O diretor-geral da organização ambiental WWF, Marco Lambertini, afirmou que o mundo está "a responder lentamente" à proteção dos ecossistemas marinhos.

"Temos de proteger maior área, nos sítios certos e de forma correta", sustentou, realçando que a "pressão das atividades humanas" sobre os oceanos "nunca foi tão clara".

"A saúde dos oceanos está a degradar-se", frisou, defendendo medidas como uma "nova governação do alto mar", corredores de migração seguros para peixes e organismos marinhos e o fim do financiamento da sobrepesca.

A Conferência dos Oceanos da ONU 2022 decorre até sexta-feira em Lisboa, é coorganizada por Portugal e Quénia e pretende impulsionar esforços globais de proteção dos oceanos.
 

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