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15 setembro 2022
14:51
Redação / Agência Lusa

Primeiro semestre do ano com mais de 15.000 acidentes nas estradas

LUSA
Os acidentes provocaram 210 mortos e 1.120 feridos graves.

O relatório da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) relativo a junho indica que nos primeiros seis meses do ano ocorreram em Portugal 15.457 acidentes de viação, 210 mortos, 1.120 feridos graves e 18.006 feridos ligeiros, uma diminuição face a 2019, mas com aumentos em relação ao mesmo período de 2021, revelou esta quinta-feira a Segurança Rodoviária

Em relação a 2019, ano que a Comissão Europeia considerou como o ano base de referência para efeitos da avaliação da evolução da sinistralidade, registaram-se menos 1.952, menos 50 vítimas, menos 41 feridos graves e menos 2.950 feridos.

Segundo a ANSR, a Comissão Europeia compara os dados com 2019, uma vez que 2020 e 2021 registaram quebras significativas da circulação rodoviária comparativamente a 2019, devido à pandemia, e consequentemente, reduções naqueles dois anos nos principais indicadores sinistralidade face a este ano.

O documento indica também que em comparação com 2021, no primeiro semestre de 2022 registaram-se mais 2.857 acidentes, mais 64 vítimas mortais, mais 187 feridos graves e mais 3.551 feridos ligeiros.

A ANSR salienta que, relativamente a 2021, este ano tem registado um aumento da circulação automóvel com o correspondente acréscimo no risco de acidente, como se pode concluir do crescimento de 30% no tráfego das autoestradas registado no primeiro trimestre e do aumento de cerca de 13,8% do consumo de combustível rodoviário no primeiro semestre de acordo com dados da Direção-Geral de Energia e Geologia.

Nos primeiros seis meses de 2022, as colisões representaram 53,1% do total de acidentes, 37,7% das vítimas mortais e 44,1% dos feridos graves, mas foram os atropelamentos que mais subiram em relação a 2021, com 1.953 casos, bem como no número de mortos, um total de 27.
Dentro das localidades os acidentes continuam a registar o maior número, correspondendo a quase 80% dos acidentes que ocorreram até junho, mas foi fora das localidades que registaram a maior subida face ao mesmo período de 2021, assim como no número de mortos.
Nos primeiros seis meses do ano, as vias com mais acidentes foram os arruamentos, estradas nacionais (EN) e autoestradas(AE), tendo ocorrido “aumentos significativos” de vítimas mortais e feridos graves nas EN, AE e itinerários complementares (IC).

A maioria das vítimas mortais no primeiro semestre eram condutores, seguido de passageiros e peões e, em relação a 2021, foram entre os passageiros que se registou uma maior subida de mortos e feridos graves.
Em relação à categoria de veículo interveniente nos acidentes, os automóveis ligeiros corresponderam a 72,1% do total, tendo-se verificado subidas nos veículos pesados e motos.

Os acidentes aumentaram em todos os distritos no primeiro semestre face a 2021. A subida mais acentuada foi em Portalegre e Guarda.
As vítimas mortais aumentaram em 16 distritos, nomeadamente em Leiria (+9) e os feridos graves aumentaram em 14 dos 18 distritos do Continente, em especial no Porto (+54) e em Santarém e Setúbal (+32 em cada).

A ANSR indica ainda que, entre janeiro e junho, 51,7% do número de vítimas mortais registou-se na rede rodoviária sob a responsabilidade da Infraestruturas de Portugal (44,4%), Brisa (5,3%) e Ascendi (1,9%).