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28 novembro 2022
12:46
Redação

Bob Dylan pede desculpa aos fãs por "dar" autógrafos com recurso a uma máquina

Chris Pizzello (Invision/Associated Press)
Autógrafos, que foram vendidos como se tivessem sido escritos à mão, foram afinal impressos por uma máquina.

O comunicado com o pedido de desculpas foi publicado nas redes sociais do músico histórico na sexta-feira. Bob Dylan pediu desculpa aos fãs e seguidores por ter recorrido a uma máquina para imprimir autógrafos que foram comercializados como se tivessem sido escritos à mão.  
 
A máquina foi usada para replicar assinaturas numa edição especial e limitada do livro "A Filosofia da Canção Moderna", de 2019. Os livros que teriam sido assinados por Dylan custavam 600 euros.   
 
O músico e compositor assumiu o erro e justificou a utilização da máquina com o facto de ter sofrido episódios de vertigens em 2019 - o que terá continuado durante a pandemia. "Sempre fui eu a assinar, nunca foi um problema. O que acontece é que em 2019 tive um caso sério de vertigens, algo que continuou durante a pandemia", lê-se no texto que Dylan publicou.


"É necessário ter uma equipa de cinco pessoas, que estejam perto de mim, para realizar estas sessões para escrever os autógrafos. Não conseguimos arranjar uma forma segura e eficaz para continuar a fazer isso quando o vírus estava descontrolado", continua a nota de esclarecimento.  
 
"Por isso, durante a pandemia, foi impossível assinar fosse o que fosse e as vertigens não ajudaram. Com os prazos cada vez mais apertados, foi sugerida a ideia de usar uma auto-pen [a tal máquina]. Asseguraram-me que era algo frequentemente usado na arte e na literatura", acrescentou Dylan. 
 
A pressão resultante da exposição do caso nas redes sociais já levou a editora Simon & Schuster a assumir o recurso à máquina e a garantir que vai devolver o dinheiro aos compradores que adquiriram o livro a achar que estavam legitimamente autografados. 
 
 
 
 

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