ANTÓNIO COTRIM/LUSA

AUTOR

Redação

ANTRAM pede que seja decretada requisição civil total

today 14 de agosto de 2019

A Associação Nacional de Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM) considera que o Governo não terá outra hipótese que não seja decretar a requisição civil total para a greve dos motoristas.

Em causa está a ameaça do Sindicato dos Motoristas de Matérias Perigosas de deixar de cumprir os serviços mínimos e a requisição civil parcial, em solidariedade para com os colegas que foram notificados por não terem trabalhado na terça-feira.

O porta-voz da ANTRAM, André Matias Almeida, fala "numa situação gravíssima". Por essa razão o Governo terá de avançar para a requisição civil total.

 

 

Perante o apelo do Governo ao diálogo entre as partes em conflito, o responsável garante que a ANTRAM está disponível para negociar com os sindicatos, desde que seja levantada a greve.

 

 

André Matias Almeida alerta ainda para os efeitos da greve no abastecimento dos hospitais. Apesar do desmentido do Governo, o porta-voz da ANTRAM insiste que o abastecimento está comprometido.
 

 

Os motoristas de matérias perigosas e de mercadorias cumprem hoje o terceiro dia de uma greve por tempo indeterminado, que levou o Governo a decretar uma requisição civil na segunda-feira à tarde, alegando incumprimento dos serviços mínimos.

Portugal está, desde sábado e até às 23h59 de 21 de agosto, em situação de crise energética, decretada pelo Governo devido a esta paralisação, o que permitiu a constituição de uma Rede de Emergência de Postos de Abastecimento (REPA), com 54 postos prioritários e 320 de acesso público.

A greve foi convocada pelo SNMMP e pelo Sindicato Independente dos Motoristas de Mercadorias (SIMM), com o objetivo de reivindicar junto da Associação Nacional de Transportadores Públicos Rodoviários de Mercadorias (Antram) o cumprimento do acordo assinado em maio, que prevê uma progressão salarial.


 

Notícias Relacionadas