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Agência Lusa

Casa Branca recusa-se a participar em investigação para destituição de Trump

today 09 de outubro de 2019

A Casa Branca informou hoje o Congresso que se recusa a participar no inquérito em curso para um eventual processo de destituição do Presidente norte-americano, o republicano Donald Trump, alegando que não tem legitimidade.

?Como não tem fundamento constitucional legítimo ou a menor aparência de imparcialidade (?), o poder executivo não pode ser obrigado a participar?, escreveu Pat Cipollone, advogado e conselheiro da Casa Branca, numa carta enviada à presidente democrata da Câmara dos Representantes.

Líder democrata critica Casa Branca por recusar cooperar em investigação a Trump

A recusa da Casa Branca em cooperar na investigação para um eventual processo de destituição do Presidente dos EUA é uma "tentativa ilegal de ocultar os factos", defendeu esta terça-feira a líder democrata no Congresso.

O anúncio da Casa Branca é "simplesmente outra tentativa de esconder os factos sobre os esforços descarados do Governo [de Donald] Trump de pressionar as potências estrangeiras a interferirem nas eleições de 2020", afirmou Nacy Pelosi, em comunicado.

"É a última tentativa (...) para camuflar a traição da nossa democracia", frisou a política norte-americana que lidera a Câmara dos Representantes.

Algumas horas antes, a Casa Branca anunciara a sua recusa em cooperar com a investigação do Congresso norte-americano, com o argumento de que as investigações sobre o caso ucraniano conduzidas pelos democratas eleitos não eram legítimas nem imparciais.

?Como não tem fundamento constitucional legítimo ou a menor aparência de imparcialidade (?), o poder executivo não pode ser obrigado a participar?, escreveu o advogado e conselheiro da Casa Branca, Pat Cipollone, numa carta enviada à líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi.

Entre as queixas do executivo, Cipollone destaca a falta de votação na Câmara dos Representantes para desencadear esse processo.

"Simplificando, [Nancy Pelosi] está a tentar cancelar os resultados das eleições de 2016 e privar os americanos do Presidente que eles escolheram livremente", escreveu.

A maioria Democrata iniciou na passada semana um inquérito para a destituição do Presidente, acusando Donald Trump de pressionar o chefe de Estado da Ucrânia a investigar as atividades naquele país do filho de Joe Biden, antigo vice-Presidente e atual candidato presidencial nas primárias do Partido Democrata.