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18 janeiro, 2022
3 mins
Mixed Feelings

Passwords

De há uns tempos para cá (5, 6, 7 anos???!!! Se calhar mais?), em cada inicio de ano, em cada agenda nova que adquiro, tenho a mesma questão: o que fazer às mil passwords que vou registando ao longo do ano?!

De há uns tempos para cá (5, 6, 7 anos???!!! Se calhar mais…), em cada inicio de ano, em cada agenda nova que adquiro, tenho a mesma questão: o que fazer às mil passwords que vou registando ao longo do ano?! É que sempre que um novo mundo se abre no monitor do meu computador ou no ecrã do telemóvel, um novo código é pedido, para garantir que entre mim e aquela realidade nada se irá intrometer. E esse mundo novo tanto pode ser uma coisa de grande utilidade e importância a nível pessoal (como as minhas contas bancárias), como algo relacionado com a minha vida profissional (os acessos a ferramentas usadas na empresa ou a possibilidade de chegar às músicas ainda não publicadas por sugestão das editoras). A verdade é que cada passo que damos na internet requer um código, um acesso secreto, uma password.

Bem sei que tudo isso, embora seja maçador e obrigue a uma organização de passwords, ou então a uma capacidade de memorização fora de serie, tem um grande e nobre objetivo: proteger os nossos conteúdos e no fundo a nossa vida digital que anda por aí à mercê de quem, sem escrúpulos, se quer aproveitar dela. Que grandes mixed feelings que tudo isto me provoca!

Ainda há poucos dias soubemos de uma grande ação de pirataria digital de que foi alvo uma grande empresa de media nacional. Pelos vistos isso não acontece só nos filmes…infelizmente. E como se costuma dizer, todo o cuidado é pouco.

Volto de novo a atenção para as mil passwords que vão sendo rabiscadas ao longo do ano nos cantos da minha agenda…mas não ficam aí, todos os anos são guardadas…onde, não vou revelar, claro. O que posso garantir é que já experimentei várias modalidades. E em todo este processo é importante manter a criatividade necessária para ir engendrando sempre novos códigos.

Piratarias à parte, a nossa vida vai sendo registada na Internet, sem darmos conta disso muitas vezes. Com as permissões que vamos dando, disto e daquilo, neste e naquele site, que na altura condescendemos sem dar grande importância, acabamos por revelar o que andamos a fazer. Ainda há poucos dias a Google enviou-me um email a dizer quantos km fiz em 2021, quantas cidades percorri, que restaurantes frequentei, que museus visitei… já lá dizia o George Orwell «Big brother is watching you».

E antes fosse só a minha imaginação, como cantam os Modern Romance mas não, é mesmo tudo real…